marsmorreu

Publicado em Uncategorized às K 6, 2008 por marsmorreu


Estava indeciso ao entrar no banheiro, não sabia se usava o telefone ou se tomaria o banho e por questão de ordem decidi tomar o banho para depois usar o telefone que não atrapalharia minha ligação, mesmo sendo quase sempre breve em minhas ligações.

Sentia-me desconfortável alguns minutos antes de tomar essa decisão. A poltrona aonde me sentava, que por tanto tempo foi confortável e agora me parecia um maciço de aço por debaixo de meu rabo, algo que eu gosto pelo conforto está desconfortável e deus cuidaria do resto também, com certeza, então em sete dias eu estaria sentado em uma piscina de fogo e meu rabo arderia feito carvão em uma churrasqueira familiar.

No meu banho, que decidi tomar por questão de ordem, usava uma esponja vegetal para esfregar meus braços e a cada esfregada me sentia mais cansado, penoso de fato, era um trabalho penoso esse de tomar banho, consegui me lembrar de alguém que conheço que diz tomar banho com cereais e então à única coisa que conseguia pensar era em alguém se esfregando com um pão de centeio coberto de grãos fazendo o que eu imagino ser uma esfoliação nutritiva, nesse momento não consegui segurar a excitação, convenham comigo meus amigos: O pão é realmente algo delicioso.

A muito não me sento aqui e faço isso, essa coisa de escrever, não por falta de tentativa admito, mas sim por falta de capacidade, e hoje é um dia especial para que eu consiga escrever porque finalmente por algumas horas voltei a não me importar. Seja com erros de gramática ou qualquer outra coisa ligado a socialização que envolva a palavra agradar ou suas relativas. Acho que é assim que deve existir minha existência literária, criativa, nesse caos que pode instaurar-se em meu ser e que deus tome conta de todo o resto.

Não deixo meu lado preocupado que gostaria de descrever como o lado “bom menino” de ser que me leva a algumas atitudes das quais possivelmente sei que não irei gostar, ou seja, detestaria de sobreaviso.

Minhas vírgulas não se encaixam nos padrões e para quem me conhece pessoalmente ou já me ouviu falar por mais de 10 minutos ininterruptamente talvez saiba que é este o modo mais aproximado do jeito com que dirijo a palavra a outras pessoas.

Conservem-se e destruam os outros. Agora farei minha ligação com certa esperança de que algo maravilhoso aconteça.

Vejo meu cigarro queimado sem nenhuma tragada, meu dia foi perdido.

Publicado em Uncategorized às K 6, 2008 por marsmorreu

Ensaio sobre a morte, final.

Não é tão simples quanto parece, não é só meter uma bala na cabeça e partir para o abraço.

É parecido, parecido como marcar um gol e devo admitir que eu odeio futebol.

O objetivo principal de minha vida foi o alcance para a paz e para consegui-lo caminhei pelas mais diversas paragens que minha consciência permitia.

Sentado em minha poltrona, encarando o futuro que escolhi não possuir tive meu primeiro momento de arrependimento, leve e pequeno, mas arrependimento que me levou a pensar que faltava algo para terminar meu trabalho em vida.

Preparei os manuscritos que me faltavam com toda a competência que não havia usado em vida, suguei de meu intimo a capacidade que havia deixado de lado ao conversar com as pessoas e feito pedra descrevi minha morte em um pequeno parágrafo que deixo agora para aqueles a quem interessa realmente, as pessoas que eu mais gostei em vida, ou seja, aquelas que eu nunca conheci.

Dedico agora a todos os que nunca conheci em vida os meus últimos momentos de falso brilhantismo e conto-lhes o que descobri

A paz e a serenidade são opostas, me julguei capaz de possuí-las simultaneamente e agora pago o preço amargo do arrependimento.

A partir do principio de que julguei a paz como o sentimento total de auto-suficiência e indiferença fechei meus olhos para a verdade e descobri que o que eu realmente era serenidade e como os monges que vivem a desferir socos em troncos de madeira morta sinto agora minhas mãos doendo por ter usado as mesmas para cavar o buraco dentro de mim mesmo aonde planejei me esconder, feito um rato de consciência hipertrofiada busquei o pedaço de queijo mais gostoso me esquecendo não somente dos preceitos básicos que liberdade de pensamento como também da idéia de que nenhum homem é uma muralha em meus últimos momentos percebi que a vida não é uma batalha contra a solidão e sim uma luta pela solidificação das idéias, independente de ser o certo ou não, paz não é ser inerte aos acontecimentos, paz é, sim, ser capaz de muda-los e aperfeiçoa-los buscando o prazer do acontecimento.

Ser capaz de criar, aperfeiçoar e lançar algo deve ser o mais próximo de deus, apesar de não acreditar na existência de tal força subjetiva.

Andei até encontrar o ponto final de meu caminho aonde cheguei sozinho e não valeram os meus esforços porque agora me vejo sentado a beira de uma grande montanha denominada serenidade que é a capacidade de se sentir capaz de resolver o que aparecer pela frente sem a ajuda de outrem, criar sua doutrina de vida sem base e intenções ilícitas; Aqui ao pé da grande montanha observo os pequenos pássaros que voam por cima da montanha e sei que nenhum conhecimento, nem o mais grandioso e comparativo que eu pudesse absorver seria equivalente ao que sabe aquela ave que, aprendeu a voar e a caçar e faz de sua vida cada dia uma repetição angustiosa porém o segredo se encontra na indiferença que ela sente por essa rotina.

“Quando noto que sinto inveja de um pequeno animal ao qual nunca dei importância acabo com minha vida”.

E foi assim que abri a porta de meu apartamento e senti o cheiro pútrido das pessoas corroendo-me as entranhas, já não agüentava mais então disse bom dia ao carteiro e fiz a fatal que pergunta que colocou fim a minha vida:

“-Como vai você?”

Como viver muito bem por 30 anos…

Publicado em Uncategorized às K 24, 2008 por marsmorreu


Minha cabeça vai estourar, e minhas hemorroidas vão sair para fora…
vou ter de evacuar o curativo, um futuro digno para uma mente não tão brilhante como a minha, como a minha marmita.
Tenho uns espasmos musculares junto com as crises de enxaqueca, são fortes, as vezes minha mão salta e começa a dançar uma Polca.
As vezes meu pés começam a tilintar, e a rezar, e as vezes eu não sinto as pontas dos dedos, assim como nesse momento, isso tudo é um aviso, um aviso de que :
‘ você vai desmaiar “
tive esses problemas, de um modo geral, e mais sério a 2 anos atrás, hoje em dia eles são menores, e com menos frequência, mas nessas 2 ultimas semana tem sido bem frequente, espero que não continue assim, se não, vou ter que passar por exames médicos, e eu odeio médicos, odeio superstição e tudo que envolve cura, acredito que a doença é o melhor remédio para um ser humano, meus dentes, quando doiam eu mesmo os arrancava com o alicate de cortar unhas  ou eu mesmo me suturava quando me machucava no trabalho, tudo em nome da humanidade.

Sinto a dor e ela vem, eu tomo remédio porque sou fraco, um dia eu vou é não tomar remédio e enfrentar tudo cara a cara e frente a frente, de olho no olho, porque eu sou eu, nada. E ficar repetindo repetidamente desse jeito jeitoso é estranhamente estranho.

até eu errar tudo vai correr ao contrário, se eu não errar eu vou ficar muito
infeliz, demais para mostrar o porquê, de tudo isso, e daquilo e daquilo outro
terem feito de outrem, o detentor dessa fama.

Texto antigo.

Primeira Parte.

Publicado em Uncategorized às K 25, 2008 por marsmorreu

Ensaio sobre a morte.

Preparo com minha falta e falsa capacidade, um ensaio sobre a aceitação da destruição vil e sincera da vida.

Não me vejo como alguém espiritualmente qualificado para se falar dos anseios que precedem à morte. E o que é uma morte sem anseios a respeito da continuidade? Explicarei.

Quando pequeno sentia medo da morte que era vista pelos olhos de minha mente com o vazio final, o encerramento da peça dramática em que só você assistia e participava penso que essa sensação é bem comum nos diretores de grandes filmes, Bazin provavelmente aplaudia os próprios filmes e a morte nada mais seria do que a certeza de ter terminado a sua dramática e enfadonha existência, via a morte em desenhos alguns personagens explodiam e voavam pelos ares em pedaços e depois em alguma cena ou episódios seguintes eram demonstrados a consciência desse personagem ponderando sobre a morte e sobre os amigos e parentes que perdeu e a falta que sua pessoa faria para os outros.

Invejei a consciência de um desenho desde o primeiro momento em que percebi a minha falta da mesma.

Passei o resto de minha vida fazendo aquilo que os serem em comunidade devem fazer, disputando. Disputando um lugar ao sol como dizem os filósofos idiotas.

Considero a filosofia como um caminho tortuoso e inóspito ao qual não só devem ser os que têm caráter, pois as pessoas com caráter é que querem saber das coisas para que possam demonstrar com muito fervor a capacidade que possui erguer e enaltecer como fazem os musculosos rapazes de academia, cada músculo de seu cérebro e cara centímetro da sua massa cinzenta recheada com Platão, Diógenes, Cícero e o ultimo celebre em alta de que me lembro Descartes.

Já os que não se consideram com caráter o suficiente para percorrer o caminho dito como “O caminho da iluminação” prefere simplesmente andar pela direção contrária, pelo meio da savannah do próprio cérebro e repartindo com o facão da ignorância cada pedaço desta, olhando de longe os pobres tolos que se dizem eruditos ao repetirem as “palavras sábias” dos sábios de séculos passados, acima de tudo acredito que a inteligência dessas pessoas aplicada no cotidiano garantiria a elas um grande cargo de recolhedor de lixo urbano porque o sarcasmo é necessário quando se mexe com o lixo. Todas as espécies de lixo.

O lixo humano é degradante e um grande contribuidor para o fenômeno plagiado e nomeado “aquecimento pessoal”, um fenômeno no qual somos obrigados a conviver com o lixo passado e recente em um cotidiano sujo e sórdido aonde somos incumbidos de aceitar o pensamento de outras pessoas assim com a natureza aceita o lixo que é jogado pelos seres humanos.

Não foram poucas às vezes aonde o suor me escorre pelas temporas e falta-me o sangue na ponta de meus dedos e sinto o mundo rodar, o espertinho diria: “É amor! É sim! Minha mãe sofreu disso!”. Pois sou obrigado a concordar que é amor, mas um amor latente pela preservação do meu bioma cerebral e não sintético, porque nada nesse mundo é capaz de me reaver o que perdi tendo tantas e tantas conversas estúpidas em minha vida e me lembro até hoje dos pequenos detalhes e estigmas que me foram esfregados, as chagas que nunca vão se curar e que continuam a ser cutucadas. Alguma pessoa ainda tem o despautério de dizer “Deixe me lamber suas chagas!” E não sabem o quão imbecil é o compartilhamento dos sentimentos que só servem para lhe relembrar, e, massacrar de que você precisa dos outros para viver e que a necessidade de contar seus problemas e seus anseios para as pessoas, dividir e levar uma pequena fatia do bolo para as pessoas, ser uma espécie de Madre Tereza ao contrário, com alguma DST, distribuindo seus presentinhos aleatoriamente. O quanto parece imbecil essa divisão de sentimentos esse comportamento sedento de companhia aonde as pessoas se rebaixam a sentir amor e saudade pelos outros que vão em breve, pois a vida não é longa, partir dessa para outra e ainda irão arremessar a culpa sobre o pobre defunto de ter partido e deixado-a nessa situação.

Minha sustentabilidade é pequena porque não me permito crescer ou sonhar. Diga-me é mais fácil cuidar de uma casa pequena sozinho ou de um palácio?

Então adquiro aquilo que, prefiro pensar assim, foi um presente dos céus, uma doença com tempo contado para que tudo acabe, sei dos minutos e segundos, milissegundos que vou viver… Algumas pessoas devem estar a pensar que mudarei meu modo de vida e passarei a ser alguém mais equilibrado, farei isso só que exatamente ao contrário, pois pegarei a pinha picareta da ignorância e cavarei mais ainda o meu buraco de falsa-afirmação e no fundo dele encontrarei o meu outro Eu, que me contara os segredos inócuos da existência pacifica que existe do outro lado, eu não faria uma afirmação falsa quando digo que não sonho com a morte e em como será do outro lado, não sonho porque sei da verdade que me foi dita por mim mesmo.

Eu e Adriana em conjunto…

Publicado em Uncategorized às K 15, 2008 por marsmorreu

Começa-se uma história por um breve discurso sobre aquilo que se pretende mostrar, narrar e transmitir sentimentalmente às pessoas que a lêem.

Eis a beleza da literatura que narra os sentimentos, que, de tão abrangentes os mais inúteis como que são ditos pela algazarra social sobre a alcunha de “artistas” e meus caros amigos, de tão caros não lhe tenho apreço e nem necessidade para poupar-lhes os olhos de tal zombaria, sim, eu discordo que a dita arte, pintura e teatro, música, dentre outras seja a verdadeira arte, em verdade eu vos digo que de arte a arte não possui nada, com o pode transcrever em algo sólido e imutável o maior dos pintores?

Como pode através de palavras ditas por um artista representar um dos sentimentos mais puros e lindos como o ódio? Agora meu caro leitor deve estar pensando: ‘ Ah , mas esta claro que este não sabe o que diz, surrem-no com os pincéis para que sinta o peso da arte!’. Se você concorda com essa afirmativa lúgubre de que sou insensato a respeito da arte, não o diga antes de saber que os mais belos teatros e mais belas pinturas eu admiro, sim, admiro como já admirei o corpo morto de um cavalo que passou desta para a outra, com certa inveja de não ter mais de relinchar e saltar obstáculos admirei as lágrimas nos olhos de seu algoz-amigo, o jóquei.

Por que não? Eu vos questiono, porque a arte não pode ser comparada a um cavalo que passa dessa para outra? E ademais vos digo que o cavalo é muito mais do que esta arte dita.

O cavalo produziu uma onda de sentimentalismo, copiosamente algumas pessoas choram sorridentes os adversários do fatídico alazão riem isso sim é arte. A arte moldada por deus, que se move e que sente… ademais longo e pesaroso está se tornando este início meio e fim de palavras sem sentido, o mundo não acaba aqui, o mundo ainda está em pé, mas não até o final deste.

“Agradeço a mãe pelo seio e ao pai pelo punho”

Esta é a máxima gravada em minha porta, em um quarto de nada mais do que 8 metros quadrados passo a minha vida e dia após dia eu envelheço, cresço e morro ao mesmo tempo, cada dia mais a respiração e o ócio recreativo, pois nada mais pode ser criado neste mundo, são dificultosas. Vivo dos lucros de meus tios que me adotaram depois da “Tragédia familiar” como eles mesmos dizem, e, sei que gostam de o dizer.

Tragédia foi quando passei dias sem dormir, oh sim, aquilo sim foi uma tragédia, mas perder os pais em um estupro coletivo… este está mais para um dia ruim na vida de uma família, se sono não fosse bom não se dava, mas ninguém tem o direito de tirar-lhe o sono e por esse grandioso motivo que deixo de me relacionar com as pessoas, isso, simplesmente para que elas não me tirem o sono para que nas minhas noites de pensamentos e devaneios com horários programados para inicio e fim, não adentre um desses pares de seios que vemos na rua ou um sorriso de criança que me faria sorrir e dizer: “ah, mas como é belo este mundo de meu deus”… admito estar falando do par de seios, a criança que vá a breca.

Deves pensar que sou mais um destes moribundos tarados que habitam este mundo, só posso lhe confirmar seu pensamento, dizendo que toda a noite eu entro em profunda sedução, pois banho-me em água morna e lavo cada centímetro de meu corpo esquálido com o melhor dos sabonetes (o melhor que meu dinheiro, que é pouco, pode comprar) penteio os cabelos de forma que meu rosto afeminado ganha um ar intelectual e até charmoso, porque depois de tantos anos vivendo somente em minha presença aprendi a admirar este tabique torto que é meu rosto, adentro o recinto que é meramente dividido por uma cortina carmim e só então se começa o meu jogo de sedução, observo, ela está em quatro pés como sempre usa a sua roupa macia que emana o meu cheiro, afinal somos amantes antigos e só de lhe olhar sinto a vontade imensa de aconchegar minha cabeça em meio aos seus dois enormes e deliciosos travesseiros, cobrir-me com seus braços de pano, sentir o abraço gostoso e relaxante da serva de Orfeu, ouvir seu cântico de madeira a ranger pelos cupins que comem suas vísceras, mas agora é que começa o meu drama e nesta praga sei que não existe solução.

Minha companheira está sofrendo, precisarei comprar outra cama… Meus pensamentos são cortados com o toque do telefone, hesito em atendê-lo, não quero abandonar os braços de minha amante, vejo quem liga, atendendo e ela desliga, é cheia de artimanhas, gosta de brincadeiras, permito essa alegria, besteiras juvenis, apesar de jovem tenho a animação de um velho, mas gosto de sua juvenilidade insensata, escuto seu riso sufocado, sinto seu perfume, leve, ácido e suave, noite de lua cheia, quente, abafada, ela me busca me provoca, me fascina, não entendo porque Eu, se ela pode ter outros, os quais dariam a vida por ela, enquanto que eu apenas espero a morte, nunca daria minha vida por ela, ah, vocês devem pensar que ela é linda, mas não, não se enquadra nos parâmetros de beleza estabelecida, tem uns quilinhos a mais, seus dentes não são brancos e alinhados como as das atrizes e modelos que ditam tais parâmetros, posso lhe dizer que é um tanto charmosa e sensual, dona de uma inteligência admirável, eis aí a sua beleza, é como uma tela, onde se podem perder horas admirando a sua profundidade, tentando compreender o que o artista quer expressar, mas nunca saberemos a verdadeira intenção do mesmo, isso só pertence a ele durante a criação, aquele momento de êxtase entre o artista e sua obra, onde há paixão e compulsão entre criador e criatura, já tentei compreendê-la à muito tempo, agora não mais, não me perco meu vasto tempo pensando e analisando as pessoas, se ela foge de sua jaula, escapa de seu pai, pula janelas sem ser vista, seja para assegurar sua alma selvagem ou somente em busca de prazer, não me pergunto mais, sua companhia é agradável, mas as regras desse jogo são minhas, é o meu território.

Ela aparece sorrindo na janela, entra em meu quanto, uma espécie de fada sininho, sem o Peter Pan, sempre em busca de janelas abertas e crianças perdidas, mas essa fada é humana, uma mulher, doce e selvagem, a qual busca companhia, não a julgo, prefiro assim, sem envolvimentos. Apenas a olho entrar, veste-se de forma simples, porém bonita, uma saia florida rodada e uma blusa decotada expondo seu colo macio, fica encostada na parede, como um animal que recua antes do bote ou como um cão que espera a ordem de seu dono, sabe que não gosto que invadam minha vida, mas já me habituei com suas visitas furtivas, olho para sua face, o batom avermelhado contrasta com sua pele caiada, seu olhar desvia do meu, algumas vejo que ela esconde sentimentos por mim, quando sinto que ela quer falar sobre isso a calo com beijos ao ponto de tomar-lhe o fôlego, alguns fios de cabelo se soltam de seu coque, meu olhar para em seu pescoço, nuca, onde costuma perfumar, pontos de sedução, contou-me uma que havia lido numa revista e agora seguia a regra: pescoço, pulso, entre o seio e atrás das joelhos, medo de exagerar no perfume enjoar a si mesma e os outros.

Dar aos outros o gosto de merda…

Publicado em Uncategorized às K 27, 2008 por marsmorreu

Em frente aos olhos cansados só vejo as teclas dispostas como cadeiras de um auditório esperando pelo inicio do show.

Capacidade inalterada e inabalável da criação humana, transcendendo a essência com a impertinência de uma mente aguçada ataca as cadeiras do auditório amassando os espectadores, os intestinos e vísceras se espalham pela cadeira e no mesmo instante tudo se refaz e volta ao normal, com uma calma complacente pensa e amassa mais alguns indivíduos.

A raiva do passado surge repentina e sorrateira, abraça-me pelas costas e passa seus dedos gélidos e mórbidos pelo me rosto uma sensação pesada de carregar todos os acontecimentos da vida pesa sobre cada dedo… Escrever para curar a alma e a cada palavra corresponde aos pontos dados pela enfermeira de olhar triste, é como costurar um boneco, que, pode ser a si mesmo dando pontos a esmo.

Costurando o escuro e dissolvendo o ódio, descontando no papel aquilo que não foi descontado na face de outrem, tapam-se os ouvidos o barulho da natureza e da vida ao redor é pesado demais, o som parece com os das máquinas que trituram carros velhos ao pensar na influência que causou ao seu redor do obrigado e da descrença nos outros pensa em se soltar das amarras que colocou em si mesmo, saltar para dentro da máquina social..deixar seguir o fluxo dessa cachoeira que despenca em torrentes de amores platônicos e fodidos, um mundo de fodidos querendo satisfação acima de todo custo, a garganta queima  e o cigarro falta, nenhuma biboca que possa lhe render uma tragada.

A falta de ar e a queimação a cabeça gira e o ponto negro em frente aos seus olhos aumenta e agora já não tem controle sobre seus dedos que amassam as teclas como se quisesse acabar com toda a humanidade… Que resta dentro de si, despir a donzela e possuí-la, traumatiza-la, correr sua pele, manchar seu rosto,cuspir em seu olho.

No final das contas vai deitar em sua cama sabendo que não fez um bom trabalho.

Publicado em Uncategorized às K 19, 2008 por marsmorreu

Desprezo, desilusão, ação do tempo, ao redor do campo, em todos os cantos, aqui não tem santo, minha palavra de honra, tic tac, ainda é 9:40 o relógio anda em camêra lenta.

[Trechos]

Seco, vazio e passado…um bife podre frito em óleo de boa qualidade.

antiguidade :

Publicado em Uncategorized às K 16, 2008 por marsmorreu

Deu vontade de inventar uma história, e eu vou escrever em linha de pensamento.
-Eu não queria criar um personagem. Foi o que eu disse, mas não adianta nada.

Abriu os olhos e viu 22 anos se passaram desde de que ele não nasceu, deixou de não fazer muitas coisas em sua vida, a primeira delas foi fazer sexo com a sua mãe, o que não fez de uma maneira muito boa, simplesmente fazendo por preguiça de pagar uma prostituta.
vivia se masturbando, e as vezes não queria fazer isso, mas era escravo to próprio pau, tinha dado nomes ao próprio pinto, e toda vez que era forçado por ele a se masturbar, se sentia entrando em uma sessão Dominatrix, ou BDSM, e lá ficava se masturbando trocando mensagens eróticas com travecos tailandeses.
Várias não vezes ele me dizia :” O que conta não realmente são os elogios “.
Aquilo ecoou na minha mente, e ficou não sendo isso que ele fazia.
Como deu pra perceber era sexualmente tarado, se satisfazia sozinho na maioria das vezes.
Era escravo do próprio eu, o eu pinto que existe dentro de todo homem.

Fechei o espelho e deixei de falar sozinho…

Para provar que a vida é uma repetição, eu repito :

Publicado em Uncategorized às K 13, 2008 por marsmorreu

O chá ficou fraco, muita manteiga no pão, chega a escorrer pela boca, não dissolve.
Dia tranquilo, a cada instante olhar para o céu era mais deprimente do que nunca foi, tudo cinza, cinza do jeito que eu gosto.
tomar chuva só é bom quando você tem um chuveiro por perto e não está cumprindo alguma obrigação, tomar uma chuva pelos outros já é uma coisa bem diferente, fazer aniversário  por obrigação é uma coisa bem diferente também.
Estava a pensar hoje, faz um certo tempo que deixei muita coisa de lado, pensei antes de fazer isso, que tudo mudária e seria melhor, e eu estária mais leve e livre, mas eu achei novas coisas para encher minha mente, acho que isso se chama “Existencia”, e pensar que li alguns livros de mais de 300 páginas, para tentar entender algo que é isso, preencher vázios, tapar buracos em nossos cerebros, quanta perda de tempo lendo aqueles livros, perda de tempo entre aspas.
O gosto do chá na água quente melhorou, um bom afinal não é como colocar água no Whisky, pode ser parecido.
Politica, deixei isso de lado faz um tempo, e outras coisas também, penso em colocar uma faculdade em um espaço vazio que eu tenho, vou ver isso amanhã, talvez eu consigo o que eu quiser, eu sei que posso.
Já não tenho mais aquele pique, até prazer em escrever por aqui, mas não faço sem querer, quando quero eu escrevo, mas a motivação, passou um pouco acho que tudo isso passa quando compreendemos o grande valor da vida, nenhum.
não vou ficar me preocupando com “onde tudo vai parar?” e o “Porque” das coisas, não vou romper muros com a testa, e passar por cima de tudo com grande ignorância, eu deveria, mas não vou, também não quero e não vou compreender porque formigas carregam folhas no verão, nem porque dirigimos do lado contrário na Inglaterra, não tenho que me preocupar com isso, não é pra mim, e dai, façam o que quiserem com os carros e as formigas, que se explodam com suas folhas e arvores juntas, eu vou ficar aqui sentado, tomando meu chá, enquanto gente morre, é estuprada, violentada, crianças, homens, mulheres, adultos, velhos, cachorros, cavalos, tanto faz , vidas, em geral, enquanto elas são seifadas por foices cegas, eu tomo meu chá.
Não é uma noite tão ruim afinal.

Voa

Publicado em Uncategorized às K 1, 2008 por marsmorreu

Caminha sobre a praia.

Neva sobre a areia.

Praia quente, tempo frio.

Por dentro queima, por fora gela.

Pula as ondas, saltam-se os mundos.

Vira-se pedra, renasce na areia.

Desaba feito castelo, desce a constelação…

No coração, explode o veneno.

 

 

A vida tem pequenos significados aos quais eu procuro ignorar.

A vida tem pequenas ruínas nas quais eu procuro me esconder.

A vida tem pequenas brechas das quais eu procuro fugir.

A vida não é serena e nem plena, e mudança de ano não a faz mais amena.

O sono e o mundo dos sonhos é meu pequeno refugio para tudo aquilo que aconteceu.

Em momentos me sinto um veterano de guerra que carrega nas costas a vida dos companheiros.

O amor é sereno em termos, a vida é amena em sentidos… E a  resposta não tem destino.

Uma pergunta ao léu voa pelo céu, assim como o vestido de quem pula as ondas.

(…)

 

Dividir experiências é magnífico, nunca tive tanto contato com pessoas como tenho hoje em dia, pessoas certas, eu espero… Certas como as setas que furam o corpo, perfuram a carne a atingem aquilo que eu desconheço e ignoro, A alma.

 

Sagacidade não tem sotaque.